“Antes mundo era pequeno porque Terra era grande.
Hoje mundo é muito grande porque Terra é pequena”
(Parabolicamará, Gilberto Gil, 1991)
“Alguma coisa está fora da ordem,
Fora da nova ordem mundial”
(Fora da Ordem, Caetano Veloso, 1991)
Onde você mora? Como é este lugar? Por que este lugar é assim? Que relações econômicas e políticas este lugar estabelece com outros próximos e distantes?
Essas perguntas referem-se ao espaço geográfico e, portanto, são centrais para os estudos de Geografia. Para respondê-las será necessário lançar mão de conhecimentos que inicialmente eram apenas compartilhados entre as gerações de um mesmo grupo e, mais tarde, foram organizados, registrados e discutidos mais amplamente, sobretudo nas instituições de ensino e pesquisa.
Mas, afinal, como sabemos hoje como são os lugares e por que são assim e não de outro jeito? As respostas destas questões foram construídas, inicialmente, por meio da observação da dinâmica da natureza. Esse conhecimento foi fundamental para os povos primitivos que se deslocavam constantemente à procura de um melhor local para se acomodar e encontrar alimentos. Conhecer quando e onde as árvores frutíferas estavam produzindo era essencial para sua sobrevivência.
Você sabia que as migrações realizadas pelos indígenas que habitavam o nordeste brasileiro eram determinadas pelas estações do ano e pela variação da flora na área em que se deslocavam? Aqueles grupos observavam a natureza e mapeavam, ainda que mentalmente, os caminhos e extensões que deveriam percorrer nos diferentes períodos do ano para garantir a sobrevivência da tribo.
Além desses conhecimentos, outros como a dimensão, forma e movimentos do planeta, as diferenças entre as regiões naturais, as diversas formas de organização social, cultural e econômica foram sistematizados por pesquisadores e no final do século XIX, institucionalizados pela Geografia, identificados como próprios desse campo de estudos.
Essas perguntas referem-se ao espaço geográfico e, portanto, são centrais para os estudos de Geografia. Para respondê-las será necessário lançar mão de conhecimentos que inicialmente eram apenas compartilhados entre as gerações de um mesmo grupo e, mais tarde, foram organizados, registrados e discutidos mais amplamente, sobretudo nas instituições de ensino e pesquisa.
Mas, afinal, como sabemos hoje como são os lugares e por que são assim e não de outro jeito? As respostas destas questões foram construídas, inicialmente, por meio da observação da dinâmica da natureza. Esse conhecimento foi fundamental para os povos primitivos que se deslocavam constantemente à procura de um melhor local para se acomodar e encontrar alimentos. Conhecer quando e onde as árvores frutíferas estavam produzindo era essencial para sua sobrevivência.
Você sabia que as migrações realizadas pelos indígenas que habitavam o nordeste brasileiro eram determinadas pelas estações do ano e pela variação da flora na área em que se deslocavam? Aqueles grupos observavam a natureza e mapeavam, ainda que mentalmente, os caminhos e extensões que deveriam percorrer nos diferentes períodos do ano para garantir a sobrevivência da tribo.
Além desses conhecimentos, outros como a dimensão, forma e movimentos do planeta, as diferenças entre as regiões naturais, as diversas formas de organização social, cultural e econômica foram sistematizados por pesquisadores e no final do século XIX, institucionalizados pela Geografia, identificados como próprios desse campo de estudos.
Esses conhecimentos geraram o mapeamento do planeta quanto ao seu quadro natural, social, econômico e cultural; a criação de convenções para localização, orientação e medição de distâncias considerando a curvatura da superfície terrestre; enfim, dados, nomenclaturas e convenções que nos identificam como ocidentais e orientais, povos do norte e do sul, entre outras possibilidades.
No decorrer dos últimos cinco séculos, a relação sociedade-natureza foi, e ainda é, responsável por pesquisas a respeito de como é este lugar e por que ele é assim.
Inicialmente essas pesquisas baseavam-se em minuciosas e detalhadas descrições sobre os diversos lugares do planeta, suas características naturais, culturais e econômicas. Hoje os estudos geográficos abordam a relação sociedade-natureza com um olhar crítico sobre as relações de produção, as quais levam à degradação ambiental e sobre as relações políticas que se estabelecem entre os países onde os recursos naturais são encontrados.
Na verdade, desde que o modo capitalista de produção se desenvolveu, refletir sobre onde as coisas se localizam implica em pensar nas relações de poder que envolvem essa localização, bem como tudo que esteja contido no lugar.
Na verdade, desde que o modo capitalista de produção se desenvolveu, refletir sobre onde as coisas se localizam implica em pensar nas relações de poder que envolvem essa localização, bem como tudo que esteja contido no lugar.
O fato de uma floresta, uma jazida mineral ou um manancial localizar-se no território de um determinado país, levará a possíveis negociações internacionais sobre conservação e exploração desses “objetos naturais”, chamados de recursos, sob a ótica do capitalismo. Dessa mesma perspectiva, a escolha do local de instalação de uma empresa, de construção de um porto, de uma estrada ou de um aeroporto tem determinantes políticos e econômicos, bem como culturais, ambientais e demográficos.
Diante das considerações feitas até aqui, você notou que responder o onde? pode ser mais complexo do que simplesmente dar a localização de alguma coisa? Mais ainda, responder onde implica em relacioná-lo com o como é o lugar, por que ele é desse jeito, pois, essas perguntas são indissociáveis.
Toda essa reflexão fica ainda mais complexa no atual período histórico, iniciado após a Segunda Guerra Mundial, com a internacionalização da economia e com o avanço das técnicas de comunicação e transportes.
As transformações do espaço geográfico, ocorridas nos lugares que participam das relações globais – de produção e de mercado, entre outras – têm apresentado hoje, um ritmo mais veloz e impactante do que no passado. Essas transformações são, muitas vezes, resultado de decisões tomadas em outros lugares, em alguns casos situados a milhares de quilômetros de distância, por interesses que não consideram a realidade do lugar afetado. Por exemplo, o aquecimento terrestre pode ter causas em processos ocorridos a grandes distâncias de nós, dos quais sofremos as consequências. Devido a estas situações podemos
afirmar que a Terra é pequena e que alguma coisa está fora da ordem, não é mesmo?
Assim, para responder as perguntas próprias do campo de estudo da Geografia, é preciso compreender e interpretar a realidade social, econômica, política, cultural e ambiental do espaço geográfico de forma integrada. Isso significa considerar as dimensões geográficas da realidade – econômica, geopolítica, socioambiental, cultural e demográfica – e como elas participam da constituição do recorte espacial colocado em estudo. Essas dimensões traduzem-se, nesse livro nos Conteúdos Estruturantes das Diretrizes Curriculares de Geografia: Dimensão Política do Espaço Geográfico, Dimensão Cultural e Demográfica do Espaço Geográfico, Dimensão Socioambiental do Espaço Geográfico. Estes Conteúdos Estruturantes mereceram, cada um deles, um texto de apresentação que pode ser usado para debate em sala de aula.
Diante das considerações feitas até aqui, você notou que responder o onde? pode ser mais complexo do que simplesmente dar a localização de alguma coisa? Mais ainda, responder onde implica em relacioná-lo com o como é o lugar, por que ele é desse jeito, pois, essas perguntas são indissociáveis.
Toda essa reflexão fica ainda mais complexa no atual período histórico, iniciado após a Segunda Guerra Mundial, com a internacionalização da economia e com o avanço das técnicas de comunicação e transportes.
As transformações do espaço geográfico, ocorridas nos lugares que participam das relações globais – de produção e de mercado, entre outras – têm apresentado hoje, um ritmo mais veloz e impactante do que no passado. Essas transformações são, muitas vezes, resultado de decisões tomadas em outros lugares, em alguns casos situados a milhares de quilômetros de distância, por interesses que não consideram a realidade do lugar afetado. Por exemplo, o aquecimento terrestre pode ter causas em processos ocorridos a grandes distâncias de nós, dos quais sofremos as consequências. Devido a estas situações podemos
afirmar que a Terra é pequena e que alguma coisa está fora da ordem, não é mesmo?
Assim, para responder as perguntas próprias do campo de estudo da Geografia, é preciso compreender e interpretar a realidade social, econômica, política, cultural e ambiental do espaço geográfico de forma integrada. Isso significa considerar as dimensões geográficas da realidade – econômica, geopolítica, socioambiental, cultural e demográfica – e como elas participam da constituição do recorte espacial colocado em estudo. Essas dimensões traduzem-se, nesse livro nos Conteúdos Estruturantes das Diretrizes Curriculares de Geografia: Dimensão Política do Espaço Geográfico, Dimensão Cultural e Demográfica do Espaço Geográfico, Dimensão Socioambiental do Espaço Geográfico. Estes Conteúdos Estruturantes mereceram, cada um deles, um texto de apresentação que pode ser usado para debate em sala de aula.
Referência:
Diretrizes Curriculares Estaduais/Paraná/Geografia/EJA
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